Outro enfermeiro é flagrado em uma ‘coronafest’ interrompida pela Polícia em Porto Velho

Sérgio Pires

OPINIÃO DE PRIMEIRA – Aconteceu de novo. Parece inacreditável, mas, infelizmente, não o é. Nova Coronafest foi realizada em Porto Velho, neste final de semana. A polícia foi chamada e foi à casa, onde a moradora que promovia o evento assinou um termo circunstanciado e responderá perante a lei. O pior de tudo é o que, mais uma vez, se descobriu na festa.

Lá estava, entre os participantes, pelo menos um membro das equipes de saúde pública, que estão em contato diário com pessoas suspeitas de estarem contaminadas com o coronavírus. Foi em duas dessas festas, realizadas no início de abril, que surgiu o primeiro caso e de onde partiu a contaminação que deixou, até agora, 200 servidores da saúde afastados do trabalho, alguns com a doença e a maioria preventivamente. Uma irresponsabilidade inominável.

ROBERTO JEFFERSON: “CORRUPTOS SOFREM ABSTINÊNCIA”

Se você quiser saber algumas das verdadeiras histórias das entranhas da política brasileira; como funcionam os grandes esquemas em Brasília; como se planeja um golpe para derrubar um Presidente da República ou como se implanta o Parlamentarismo na marra, não pode deixar de ouvir Roberto Jefferson. O presidente nacional do PTB concedeu uma entrevista de quase uma hora ao programa Pingos nos Is, da Jovem Pan, desnudando a política e os políticos brasileiros. A tal ponto que, em determinado momento, disse que os corruptos estão vivendo tempos de abstinência, como o vivem os viciados em cocaína e como não estão recebendo nada “por fora”, olham para o Palácio do Planto com tristeza, saudosos dos tempos de Lula e Dilma, quando o dinheiro ilegal rolava. É inacreditável o que diz Jefferson, o homem que denunciou o Mensalão e começou a desestruturar toda a roubalheira implantada dentro do governo e do Congresso, quando José Dirceu era um dos homens mais poderosos da República. É de Roberto Jefferson a expressão que chama de Covidão, o próximo escândalo do país, em que, antecipa, prefeitos e governadores usarão boa parte da fortuna de dinheiro liberada para o combate à doença, para desviá-lo à campanha eleitoral programada para esse ano. Quando Jefferson denunciou o Mensalão, o país ficou assombrado. Pois sua nova e bombástica entrevista não é menos barulhenta do que aquela. Ele conta que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, o presidente do Senado, conspiram contra o governo Bolsonaro e já estão preparando um impeachment, com apoio da OAB, a quem ele denomina de OAB do PT. Diz que Maia é chamado de “Primeiro Ministro” é que adora ser chamado assim, porque há, segundo afirma, um Parlamentarismo branco implantado no Brasil. O projeto do impeachment só não foi adiante ainda, segundo Jeferson, porque os líderes do Congresso temem a reação do povo. Mas bastará uma demonstração de queda no prestígio do Presidente, junto à opinião pública, para o processo ande.

Tem que ter um pouco de paciência para ouvir a longa entrevista. Mas ela é sensacional. Pelo link https://www.youtube.com/watch?v=ipCfAUk8RDA quem quer compreender como funcionam os bastidores da política, como se organizam os acordos, alguns espúrios; como o STF legisla, interferindo nas questões políticas do país, não pode deixar de assistir mais uma entrevista histórica de um dos mais polêmicos políticos da recente história do Brasil. Nela, Jeferson explica muito do que está acontecendo no nosso país e a guerra que se implantou no Congresso, contra a decisão do presidente Bolsonaro de não fazer um governo de coalização e não repartir dinheiro com a classe política. Mas também elogiou um grupo de novos deputados federais e senadores que chegaram há pouco no Congresso e que não querem saber de corrupção, mas sim dos interesses maiores do país. É daqueles depoimentos que entrarão para a História do Brasil.  Imperdível!

MUITO PITACO, POUCO CONHECIMENTO

Um dos problemas sérios da pandemia do coronavírus é que quase todos querem dar ‘pitaco’, cada um tem um solução milagrosa; as críticas contra essa ou aquela medida são dadas por pessoas sem o mínimo de conhecimento, quando não sem noção. Um dos argumentos que se ouve pelas ruas, nas filas da lotéricas; em todos os lugares em que se aglomeram pessoas (ainda, mesmo com todas as orientações em contrário), é que se poderia fazer testes rápidos em milhares de pessoas em curto espaço de tempo. Até poderia, não fosse um detalhe vital: o teste rápido apenas detecta o vírus quando ele já está a pelo menos cinco dias no organismo. Ou seja, se a pessoa está contaminada há dois ou três dias, se fizer o teste ele sempre dará negativo. Não adianta fazer 50 mil testes rápidos em pessoas que não tem qualquer sintoma da doença, porque dias depois ela poderá ter o vírus e não se cuidar, achando que está livre. É uma equação complexa e sem resposta fácil, como muita gente leiga pensa.

CASOS CONFIRMADOS E OS SUSPEITOS

Outro pacote de opiniões de leigos é como o Cemetron está lotado se há tão poucos pacientes internados. Fácil. Basta perguntar a quem sabe, como fez a coluna: numa enfermaria em que há um só paciente com suspeita do coronavírus, não se pode internar qualquer outro paciente com outra doença. Por exemplo: se a enfermaria tem seis camas e só uma está ocupada com alguém com suspeita da doença, as demais cinco não poderão receber mais pacientes, porque aquele que chegar pode não ter o vírus e ser contaminado pelo que está lá, caso tiver a doença. É bom se informar um pouquinho, antes de se sair falando bobagem por aí…O número de casos suspeitos (e não os confirmados), são uma grande preocupação, porque há pessoas que não têm a doença, mas têm sintomas delas. Essas também precisam ficar internadas, até que o exame de laboratório que fazem (o resultado sai entre 24 e 48 horas), diga se ela está ou não contaminada. Se estiver, fica onde está. Senão, libera o leito para outro com suspeita. E assim vai…

CÉSAR DIZ QUE ATERRO RESOLVE CASO DA PONTE

O empresário César Cassol não se conforma com a situação da ponte sobre o rio Madeira, na Ponta do Abunã, que após seis anos em obras ainda não está pronta. Com negócios importantes na Bolívia, ele também sente as dificuldades que a não conclusão de uma obra desse porte representa para o desenvolvimento da região. E lamenta o que chamou de “incompetência” do Dnit, a falta de uma solução para o acesso do lado de Porto Velho, já que o do outro lado está concluído. “Na ponte do Rio Madeira para o Acre, basta apenas fazer um aterro do lado direito em forma de rampa, porque do lado esquerdo já está pronto.  Os engenheiros do DNIT gostam de dificultar as coisas. O aterro fica pronto com menos de 30 dias. Depois, se precisar aumentar a passagem do Rio, se faz a obra em forma de grandes galerias. Fica mais barato e a população continua passando sobre a ponte, sem problema”, orienta.

INTERNET RUIM NÃO É SÓ PARA BOLSONARO!

O presidente da República sentiu na pele o que sente o brasileiro comum com a péssima qualidade da internet neste país. Por três vezes, ele tentou fazer uma live, do Palácio do Alvorada, contestando reportagem divulgada contra ele momentos antes pelo programa Fantástico, da Rede Globo. Não passou das primeiras frases da sua defesa e, certamente do contra ataque que faria. Ele começou contando que o filho da jornalista Miriam Leitão, sua inimiga e uma das principais comentaristas da Globo, foi quem fez a matéria contra ele. E denunciou que a nora de Miriam Leitão era assessora de imprensa de Sérgio Moro, insinuando claramente que a nora poderia ter passado informações para a sogra. Não passou disso. Nas três tentativas, tudo travava. Bolsonaro bem que queria, mas não soltou um palavrão. Apenas criticou o sistema de internet do Planalto, exigindo providências. Para ele, certamente haverá solução. Já para os milhões de brasileiro que pagam caro e têm uma internet ruim, tudo ficará igual…

PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

Caiu para algo em torno de 4,04 a 4,08 reais o preço do litro da gasolina em Porto Velho. E ainda é muito. Até há poucos dias atrás, os postos estavam cobrando pelo menos 20 centavos a mais, mesmo com os preços despencando nas refinarias. E os pouco mais de 4 reais ainda não são o preço correto. Vendida a 91 centavos o litro nas refinarias, mesmo que se multiplicasse por quatro, com todos os impostos e taxas existentes sobre os combustíveis, o preço máximo chegaria a 3,64 reais (como caminha o preço em outras regiões do país) bem abaixo do que ainda está sendo tirado do bolso do cliente. Aliás, há que se elogiar a atuação do serviço de proteção ao consumidor, que fez uma série de visitas a postos, constatou infrações e aplicou multas sobre quem praticava preços abusivos. Está na hora de voltar. Com a gasolina tão barata, o portovelhense ainda paga um preço exagerado. Aliás, é bom também os órgãos de fiscalizações irem a alguns mercados da cidade, para conter abusos cometidos contra o consumidor. Tem gente aproveitando a tragédia para ganhar dinheiro fácil. Multa neles!

DEPENDE MUITO DA POPULAÇÃO

Mesmo com recursos da Defensoria Pública e de setores do MP, os decretos do Estado e da Prefeitura de Porto Velho, autorizando a abertura de alguns setores da economia, continuam valendo. As procuradorias continuam pressionando, exigindo estudos mais aprofundados, principalmente da Prefeitura, sobre os eventuais riscos da reabertura do comércio. O município tem realizando várias fiscalizações, para impedir aglomerações e exigindo que quem voltou à ativa tenha todos os cuidados exigidos na legislação, para receber clientes. No domingo, o governador Marcos Rocha reeditou o decreto de calamidade pública, permitindo também o funcionamento de alguns setores, mas proibindo outros. Com 393 casos, dez mortes, 69 pessoas internadas, 100  curados e 1.378 casos descartados, a pandemia ainda está sob controle em Rondônia. Só continuará assim se a população colaborar, cumprir os cuidados de proteção e não se aglomerar. Não vai ser fácil, mas a maioria está tentando. O problema são os descerebrados, que podem prejudicar a todos…

PERGUNTINHA

Você tem feito sua parte na luta contra o coronavírus, lavando bem as mãos, usando álcool gel e nunca esquecendo da sua máscara, ao sair à rua?