Preso integrante de facção suspeito de envolvimento em 100 mortes

Prisão de homem conhecido como “Jagunço” foi em Itaquaquecetuba. Ele teria confessado ser o responsável pelo tráfico de drogas na zona leste de SP
SÃO PAULO
Letícia Dauer e Edilson Muniz, da Agência Record

Policiais fizeram campana em casa de Itaquaquecetuba e prenderam suspeito
Reprodução / Record TV
Após quatro meses de investigação, o integrante de uma facção criminosa foi preso em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (30). A Polícia Civil acredita que ele tenha envolvimento em mais de 100 mortes.

De acordo com a Delegacia Seccional, a polícia conseguiu localizar um imóvel na rua Malásia na tarde desta quarta-feira (29). A casa foi cercada de forma sigilosa pelos policiais, que passaram a noite montando a operação.

Nesta manhã, com apoio do helicóptero 4 do Serviço Aerotático da Polícia Civil, os policiais invadiram a residência e conseguiram prender o homem conhecido como “Jagunço”. Ele teria confessado ser o responsável pelo tráfico de drogas na zona leste da capital, além de ser o mandante e executor de mortes entre membros da facção.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito era responsável pelo Tribunal do Crime do PCC na zona leste e teria praticado ao menos 50 homicídios em nome da facção. Ele já era procurado há 6 meses. Agora as investigações continuam para identificar as possíveis vítimas e desaparecidos.

Além de “Jagunço”, durante a operação, um homem foi preso e um adolescente foi apreendido. Até o momento não se sabe qual é o envolvimento da dupla com a facção criminosa.

Esta não é a primeira vez que a Polícia Civil tenta prendê-lo. Em 17 de dezembro do ano passado, ele conseguiu fugir de uma abordagem realizada no Jardim Aricanduva, zona leste de São Paulo.

Na ocasião, ele abandonou a filha e a esposa, que estava grávida, no carro e fugiu em direção a uma comunidade. A ação foi flagrada pelo helicóptero da Record TV, durante o programa Cidade Alerta.

Ainda segundo a 8ª Delegacia Seccional, o Ministério Público de São Paulo também interceptou uma carta que afirmava que “Jagunço” seria o responsável por praticar um atentado contra delegado geral de polícia, Ruy Ferraz Fontes.