Em Cerejeiras, após testar positivo, servidor da saúde é transferido para Cacoal e faz emocionado apelo

O profissional da saúde municipal, Joel França, 51 anos, testou positivo para o novo Coronavírus e nesta madrugada de sábado (8) foi transferido para o hospital regional do município de Cacoal (RO).

Joel que é motorista de ambulância começou sentir os sintomas no domingo (2) ao retornar de uma viagem de Porto Velho e na segunda-feira (3) coletou o material swab, que se trata de um teste no qual é pesquisado a presença de fragmentos genéticos do vírus em secreções respiratórias, através de uma técnica chamada de PCR (sigla em inglês para Reação em Cadeia de Polimerase) e na terça-feira (4) ao procurar o hospital São Lucas para a realização de um exame de Raio X, a médica que o atendeu solicitou sua internação imediata na “Ala Covid” em razão dos pulmões estarem comprometidos.

Segundo Joel, a médica prescreveu os medicamentos necessários, mas estava sentido muita falta de ar, em contato com a redação do portal eletrônico Mídia Rondônia, relatou: “Estou sentindo muita falta de ar, é muito difícil ir até o banheiro ser fazer uso do oxigênio, esse vírus é muito sério, as pessoas tem que se conscientizar, estão levando tudo na brincadeira, serei transferido para Cacoal nesta madrugada, sairemos as 04h da madrugada, graças a Deus conseguimos uma vaga lá, infelizmente não temos estrutura hospitalar aqui em Cerejeiras, se cuidem, se protejam, esse vírus é violento, estou com 50% dos meus pulmões comprometidos e não consigo respirar sem oxigênio, peço oração de todos nessa hora tão difícil e creio em Deus que vou ficar livre dessa Covid, estou com esperança de retornar em breve.” Relatou Joel emocionado.

Preconceito e desinformação

Uma técnica em enfermagem, que presta serviços no hospital municipal São Lucas de Cerejeiras e que também testou positivo recentemente, em contato com a redação do portal eletrônico Mídia Rondônia relatou o preconceito enfrentado ao fazer o pedido de uma refeição em um restaurante da cidade, onde a atendente afirmou: “O entregador leva, mas com a seguinte condição; ele vai abrir o portão e deixar a marmita ai no chão, pois está com medo.” Disse a atendente do restaurante.

“Me senti um lixo, é muita desinformação, as pessoas acham que somente nós da saúde que podemos contaminar elas, esse mesmo restaurante vive cheio de pessoas sem máscaras e isso é muito mais perigoso para o entregador e a equipe do estabelecimento do que a simples entrega de uma marmita com todos os cuidados necessários.” Desabafou a profissional da saúde.

MIDIA RONDÔNIA