Caso Policial Penal: novos detalhes da investigação são revelados pela Polícia Civil e imagens de foragido são divulgadas

MIZELLEN AMARAL

Jucenildo Silva, conhecido como Mata-junta (Foto: Divulgação/PC)

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios, revelou na manhã desta quinta-feira (21 de agosto) novos detalhes sobre o assassinato do policial penal, André Borges Mendes (36 anos). A vítima foi morta a tiros no pátio de um posto de gasolina, no último dia 09 de agosto. (Relembre o caso).

A primeira informação revelada pelo Delegado de Polícia Civil, Núbio Lopes, é de que não havia apoio criminoso para o autor dos disparos. As primeiras suspeitas davam conta de que, no dia do assassinato, um dos homens tinha aparecido em uma bicicleta e outro aguardava em um veículo, informação rebatida no decorrer das investigações.

Segundo Núbio Lopes, o autor dos tiros chegou pelas costas de André e começou a disparar, não dando tempo ao policial penal para reagir. Depois de investigar os frequentadores do ambiente, a Polícia conseguiu chegar a um possível melhor suspeito do assassinato.

O jovem é um menor com 17 anos, e está foragido desde que o mandado de prisão foi expedido. Mata-junta, responsável por emprestar a arma para o menor, também está foragido. Um terceiro envolvido, identificado como Messi e dono do revólver, já foi preso. Informações apontam que o autor dos disparos chegou ao local desarmado, sendo induzido pelos membros da facção da qual participa para matar a vítima.

Uma das linhas de investigação está abordando a hipótese de que os suspeitos envolvidos na morte de André tenham planejado assassinar um policial penal. Nas informações levantadas, um dos homens havia dito: “hoje um agente irá morrer”, o que leva a acreditar que André Borges tenha sido morto por sua função desempenhada junto ao Estado.

“Então hoje o foco da investigação não é mais saber quem matou, quem passou a arma para o menor, ou saber quem entregou a arma primeiro. Messi entregou a arma para o Mata-junta, que entregou para o menor de idade que matou André. E o Mata-junta vai lá e devolve a arma para Messi”, comentou Núbio. “O que se busca hoje não é mais elucidar a autoria, mas saber se alguma organização criminosa deu ordem para que se matassem agentes do Estado. Ou se a ideia foi do adolescente junto ao Mata-junta”.

O Delegado ainda garantiu de que, independentemente de quem seja identificado como o mandante do crime, os responsáveis serão presos e responderão pelo assassinato do Policial Penal.