Cooperativa e empresários investem em aeroporto de Vilhena

O investimento, na ordem de R$ 55 mil, será custeado pela cooperativa de crédito

A Sicoob Credisul e alguns proprietários dos hangares localizados no Aeroporto Brigadeiro Camarão, em Vilhena, contrataram uma empresa especializada para produzir o projeto de balizamento noturno e resolver definitivamente o antigo problema do aeroporto da cidade, de não poder realizar voos a noite. O investimento, na ordem de R$ 55 mil, será custeado pela cooperativa de crédito. A execução do projeto ficará a cargo do Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura e Serviços Públicos (DER).

Além disso, a cooperativa irá custear também, junto com alguns proprietários dos hangares, um segundo projeto no valor de R$ 90 mil, que prevê a iluminação e alargamento do pátio de manobra, instalação do sistema indicador de percurso de aproximação de precisão (PAPI), troca do farol rotativo e biruta iluminada. Este segundo projeto será levado à Secretaria de Aviação Cívil (SAC) para a busca do recurso, e assim que aprovado, a execução também fica a cargo do DER.

A reunião entre a Sicoob Credisul, a Secretaria Municipal de Turismo, Indústria e Comércio e o DER ocorreu na última segunda-feira, 17. No dia seguinte, a diretoria da cooperativa fechou a negociação com uma empresa Reyco, do Paraná e, na quinta-feira, 20, o engenheiro eletricista, Rinaldo Rios, chegou em um voo de Cuiabá, juntamente com a diretoria da Sicoob Credisul. No mesmo dia, o engenheiro que é especialista em sinalização luminosa em aeroportos e já realizou projetos para diversos aeroportos do país, iniciou os trabalhos na pista do aeroporto de Vilhena com auxílio de um topógrafo. A expectativa é de que o primeiro projeto seja entregue ao DER em menos de 30 dias para a execução da obra.

O diretor executivo da cooperativa, Vilmar Saúgo, destacou, mais uma vez, a importância da parceria entre o poder público e a iniciativa privada. “O balizamento noturno do aeroporto pode salvar vidas, em situações de emergência, ainda mais frequentes neste período de pandemia, assim como proporciona a vinda de uma série de atividades importantes para o desenvolvimento da economia do município”.

Ivan Capra, presidente do conselho administrativo da Sicoob Credisul, também frisou a importância de um aeroporto bem equipado para o desenvolvimento da região. “Precisamos de um aeroporto que funcione com voos regulares e que esteja equipado para operar qualquer tipo de aeronave. É pelo aeroporto que as pessoas que querem conhecer a cidade e investir na região chegam. E nós, responsáveis que somos pelo crescimento e desenvolvimento da nossa região estamos contribuindo buscando trazer agilidade aos processos que tragam essas melhorias”, afirmou.

Rinaldo Rios explicou mais a fundo para que servem os sistemas que serão projetados por ele. “O balizamento noturno é um sistema composto por luzes específicas que servem para direcionar os pilotos nas operações de voos. Cada item implantado obedece a um padrão internacional no qual são especificadas as curvas, cabeceiras, as pistas de pouso e de taxiamento (taxiways). Já o segundo projeto do Papi para a rampa de aproximação, serve para melhorar a qualidade do pouso”, explicou.

O sistema indicador de percurso de aproximação de precisão (Precision Approach Path Indicator, ou Papi), citado por Rinaldo, é um conjunto com quatro luzes vermelhas e brancas que ficam do lado esquerdo da pista de pouso e indicam aos pilotos se estão com o alinhamento e o nivelamento corretos na rampa de aproximação. Esse sistema evita o efeito “buraco negro” em pousos noturnos, onde o piloto enxerga somente as luzes nas laterais e um grande fundo preto no meio da pista, fazendo com que ele perca a noção da altura do avião em relação a pista no momento do pouso.

O antigo sistema de balizamento do aeroporto de Vilhena foi instalado há mais de 20 anos, mas sofria constantes colapsos, e parou de funcionar de vez em fevereiro desse ano. Para piorar a situação, o voo diário da Azul foi suspenso no final de junho, quando a empresa comunicou a necessidade de manutenção da pista e melhorias da cerca aeroportuária. A Azul alegou que a cerca existente oferecia risco de invasão de animais, comprometendo a operação de pousos e decolagens.

Fonte: Folha do Sul