OPERAÇÃO RECICLAGEM E O MAIOR GOLPE POLITÍCO RONDONIENSE

A Operação Reciclagem deflagrada pela Polícia Federal, investiga suposto recebimento de propina denunciado pelo empresário vilhenense Fausto Moura, ligado à empreiteira Projetus e a MFM Soluções Ambientais. Prefeitos de Ji-Paraná, Cacoal, São Francisco do Guaporé e Rolim de Moura foram presos, além de um ex-deputado estão presos.

Na operação, Fausto se tornou colaborador da PF e filmou os prefeitos de Rolim de Moura (Trento), São Francisco do Guaporé (Lebrinha) e de Cacoal (Glaucione) recebendo suposta propina em troca do pagamento de contas pela prestação de serviços ao poder público na área de coleta de lixo. Nenhuma gravação foi apresentada contra o prefeito de Ji-Parána (Marcito) também preso.

UM CENÁRIO PERFEITO PARA ESCAPAR DE CONDENAÇÕES

Muito se estranha que um empresário que foi preso duas vezes por corrupção, prestes a ser condenado em seus processos criminais, tenha decidido fazer uma denúncia em véspera da véspera do período eleitoral, onde suas alegações somente começam a serem produzidos seis meses após o início da investigação por meio de vídeos pelo denunciante. Estranha-se mais ainda que as prisões dos prefeitos supostamente envolvidos em crime de corrupção tenham sido efetuadas as vésperas do início das campanhas eleitorais.

Fausto trocou sua liberdade e seu passaporte para curtir com a família nos EUA, por políticos presos, por meio de denúncia criada por ele mesmo e aceita pela justiça, sob premissa de suposta corrupção e extorsão sem apresentar qualquer prova nos autos desta última prática, somente sua “palavra” que de nada vale. Conseguiu ludibriar a Polícia Federal e a Justiça com o maior “Golpe político criminal Rondoniense”.

O que se sabe até o momento é que o empresário como um cordial amigo, estava preocupado com as campanhas eleitorais atuais e futuras dos prefeitos e lhes teria ofertado ajuda financeira, coisa que nunca havia cogitado anteriormente, desde o início de seus contratos nos municípios.

Para a Polícia Federal o denunciante alegou que que desde dezembro de 2019, havia extorsão, mais somente em abril de 2020 conseguiu criar as provas. Além das gravações, onde estão as provas de extorsão? Porque a Polícia Federal não achou essas provas? Nenhuma prova de dinheiro recebido antes da oferta da denúncia? Porque mesmo sem essas provas os prefeitos continuam presos? Quem está por trás verdadeiramente dessas denúncias e prisões?

As investigações parecem mais uma armação de um empresário bem orientado por uma oposição eleitoral gananciosa pelo poder, do que propriamente uma investigação de um empresário sendo coagido pela corrupção. O cenário político com respaldo “legal”, criado por esse empresário acusado de crimes de corrupção com interesses próprios, foi a cartada de mestre na política Rondoniense, abrindo caminho para a oposição.

Fonte: REDAÇÃO portalrondoniadenoticias.com.br