MDB diz que vai recorrer de sentença que deferiu registro de Vasques como candidato da coligação

O MDB de Cacoal, inconformado com as decisões da Juíza Emy Karla Yamamoto Roque, que deferiu a candidatura de Marco Aurélio Vasques como o candidato da Coligação Cacoal Seguindo em Frente, informou, através de seu presidente em exercício, Leandro Chagas, que irá recorrer ao TRE por entender que o direito de preferência do partido foi desrespeitado. O partido entende também que, mesmo que se considere uma eventual renúncia da candidata do MDB, a lei eleitoral dá o prazo de dez dias, a partir dessa homologação, para que os partidos coligados se reúnam e deliberem sobre a substituição dos candidatos que renunciaram.

A candidata do MDB, apesar de haver assinado um documento em que formaliza sua renúncia, datado de 09 de outubro, e que se tornou pública apenas na data do dia 14 de outubro, emitiu um outro documento em requeria à justiça que tal documento não fosse reconhecido, uma vez que ela havia emitido uma Declaração de Vontade de continuar candidata. Esse documento, inclusive, conforme consta dos registros da Justiça Eleitoral, foi protocolado um dia antes da apresentação dessa carta renúncia.

Agora, com a firme decisão de Glaucione de manter-se na disputa e já autorizar o início da campanha esta semana, o impasse ficaria resolvido. Antes da decisão da Juíza Emy Karla, o plano do MDB era de que entre sábado e segunda-feira, o candidato a vice-prefeito seria definido e a equipe iniciaria finalmente a campanha. Não havia, até então, nenhum impedimento, pois ela já teve a candidatura deferida pela Justiça. Ela só não seria candidata, caso ela própria desistisse, o que não aconteceu, conforme manifestação da própria candidata ao emitir a Declaração de Vontade em continuar na disputa, em que pese, a Carta Renúncia anterior, que não mais representava sua vontade livre.
A DECLARAÇÃO EXPRESSA DE VONTADE, na qual informava às autoridades sua decisão de manter-se na disputa e tornar sem efeito qualquer documento em sentido contrário, conforme o MDB, deveria ser suficiente para garantir a candidata na disputa.

Um dia após a candidata protocolar, através de seus representantes essa Declaração Expressa de Vontade, o grupo ligado ao candidato Vasques apresentou à Justiça esse documento de renúncia, mas isso só depois de a justiça já ter sido informada de que não deveria considerar válido tal documento. Conforme advogados da candidata do MDB, não há nada que a impeça de seguir firme nessa disputa. Ela é a candidata homologada em convenção, registrada na Justiça Eleitoral e teve a candidatura deferida. Sua decisão, portanto, tinha como objetivo pôr fim a esses dias de intensos debates, em razão de alguns partidos estarem tentando antecipar os fatos e já escolher um substituto para quem sequer havia renunciado.
O MDB informa que quer resolver logo o impasse, restabelecendo os fatos, para que a equipe da candidata se prepare para lançar a campanha oficialmente a partir desta semana. Na campanha, Glaucione vai mostrar à população que administrou a cidade com competência e o número de obras realizadas e em andamento é prova de sua garra e esforço por transformar a cidade de Cacoal.

APOIO POPULAR
Segundo a equipe de campanha da candidata, o que motiva Glaucione a seguir na disputada é que o povo de Cacoal tem consciência de quão eficiente foi o trabalho dela como prefeita e ela tem chances reais de ser reeleit. Na visão dessa equipe, a população sabe que Glaucione recuperou a infraestrutura da cidade, e muitas obras vultosas, que não são vistas a olho nu, como a drenagem de solo, construção de rede de esgoto, etc, mas que dão a Cacoal o título de uma das cidades com melhor qualidade de vida de Rondônia e da região norte. Essa equipe diz que não tem armação, por mais bem arquitetada que seja, que vai desmotivá-los a mostrar os fatos e mostrar que Glaucione merece continuar realizando as muitas obras que iniciou e que precisam ser concluídas.

(Daniel Paixão)