PF Investiga Fraude e Superfaturamento na Venda de Livros a Prefeituras

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PF Investiga Fraude e Superfaturamento na Venda de Livros a Prefeituras



CACOAL RO - Empresa ligada à ex-nora do ex-presidente Lula é alvo de operação por suspeita de superfaturamento de até 35 vezes e desvio de verbas públicas.

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação que apura um grande esquema de fraude em licitações e superfaturamento na venda de materiais didáticos e kits de robótica a prefeituras municipais. A empresa investigada, Life Tecnologia Educacional, teria obtido contratos milionários com preços excessivamente inflacionados.

Venda de Livros com Preço Inflacionado

A investigação revelou que o esquema envolvia a compra de livros por valores muito baixos e a revenda às prefeituras por preços absurdamente mais altos.

■ Preço de Compra: Os livros eram adquiridos pela empresa por valores entre R$ 1 e R$ 5 a unidade.

■ Preço de Revenda: Foram revendidos às prefeituras por até R$ 80 a unidade.

■ Superfaturamento: Em um dos casos citados pela PF, um livro comprado por R$ 2,56 foi revendido por R$ 41,50, um aumento de 16 vezes. A análise geral da PF indica que o sobrepreço chegou a 35 vezes o valor original de aquisição.

A PF estima, com base em análise fiscal, que a empresa teria lucrado pelo menos R$ 50 milhões apenas com a venda de livros para algumas prefeituras. No total, com a venda de livros e kits de robótica a apenas quatro municípios, a empresa teria obtido R$ 111 milhões.

Influência Política e Suspeita de Propina

A apuração da PF sugere que a empresa usava figuras consideradas "influentes na política local e nacional" para obter recursos e contratos junto a órgãos públicos, incluindo o Ministério da Educação (MEC).

■ Ex-nora de Lula: Carla Ariane Trindade, ex-esposa de Marcos Cláudio Lula da Silva (filho adotivo do ex-presidente Lula), é apontada como uma dessas figuras. A investigação indica que ela "defendia os interesses" da empresa junto a órgãos públicos e teria atuado para ajudar na liberação de recursos à Life Tecnologia e aos municípios. Suas passagens a Brasília teriam sido custeadas pelo dono da empresa, André Mariano.

■ Pagamento de Propina: Em contrapartida aos contratos, o empresário André Mariano é suspeito de realizar pagamento de propina a servidores públicos. A PF identificou que ele usava o termo "café" como código para se referir ao pagamento de vantagens indevidas, termo registrado pelo menos 104 vezes entre 2021 e 2024.

Desdobramentos da Operação

A operação da Polícia Federal resultou na prisão do empresário André Mariano e de secretários de cidades envolvidas. Os suspeitos podem responder por crimes como corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão. Na casa de Carla Trindade, a operação foi recebida por seu ex-marido, Marcos Cláudio, que se encontrava no local.

Fonte Site eletrônico Oliberalderondonia

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