Cacoa, RO - No município de Cacoal, as aulas do ano letivo de 2026 começam somente no dia 23 de fevereiro. Este calendário também será aplicado às escolas estaduais, porque centenas de estudantes das escolas estaduais utilizam os ônibus que fazem o transporte de estudantes em Cacoal e não podem ser prejudicados pela agenda do início das aulas. É provável que um dos motivos para ao adiamento do início das aulas seja a falta de professores na rede municipal, situação que deve ser resolvida em poucos dias, já que diversos professores foram convocados para tomar posse, visto que foram aprovados no concurso público do ano passado. Poucos dias atrás, uma decisão do juiz José Mário Milani, da Comarca de Cacoal, considerou válido o concurso público. Entretanto, o Ministério Público apresentou recurso contra a decisão e o caso está sendo analisado pelo Tribunal de Justiça de Rondônia. Em decisão monocrática, o desembargador do TJ/RO indeferiu o recurso interposto pelo Ministério Público, mas a análise do caso deve seguir no Tribunal de Justiça de Rondônia, possivelmente chegando a ser deliberada por um colegiado. Todos os professores convocados para assumir a cargo torcem por uma decisão rápida, assim como a Administração Municipal de Cacoal, porque a situação causa inúmeros transtornos ao poder público e a toda a população.
BENEFÍCIOS FEDERAIS
O projeto de iniciativa do governo federal, que garantiu a isenção de imposto de renda a todos os brasileiros com renda mensal até 5 mil reais, terá forte impacto no estado de Rondônia. Além de isentar os trabalhadores com renda até 5 mil reais, a lei garante desconto que pode chegar a R$ 711, 79, para que tem renda mensal entre 5 e 7 mil reais. Conforme dados oficiais divulgados pelo governo federal, o número de pessoas beneficiadas em Rondônia é próximo de 200 mil contribuintes, o que representa um grande alcance. Para compensar os benefícios garantidos às pessoas com renda até 5 mil, o projeto, que foi aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados e também no Senado Federal, modificou as alíquotas do tributo para as pessoas com renda anual acima de R$ 600.000,00. Outra medida de iniciativa do governo que vai beneficiar muitos rondonienses é o programa Gás do Povo, que deve beneficiar mais de 100 mil famílias no estado de Rondônia. Isto, somado aos benefícios do programa de moradia do governo federal mostram claramente que o estado de Rondônia tem sido beneficiado diretamente por diversas ações do governo, Com previsão para começar a funcionar ainda este ano, o Hospital Universitário de Porto Velho é outra ação muito importante do governo federal no estado, além da construção da ponte na fronteira da Bolívia, que deve gerar milhares de empregos diretos e indiretos.
DIREITA OU ESQUERDA
O prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, pode enfrentar, logo depois do carnaval, um grande desafio para seu projeto de chegar ao Palácio Rio Madeira. Há fortes comentários nos bastidores políticos de Rondônia indicando que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, estaria de olho em uma vaga de vice, na chapa de Lula para as eleições de outubro. Não há nenhuma confirmação oficial sobre o assunto, mas, caso o líder nacional do PSD esteja mesmo se movimentando no tabuleiro nacional, com este objetivo, o prefeito cacoalense precisaria tomar uma decisão muito difícil, que seria a deixar o PSD para tentar desvincular seu nome do debate ideológico no estado. Atualmente ele já é considerado por eleitores de diversos municípios de Rondônia como mais ligado ao movimento de esquerda, embora ele faça um esforço muito grande para negar. Como os eleitores de nosso estado, em ampla maioria, declaram ser de direita, a permanência de Adailton Fúria no PSD combinada com um acordo entre PT e PSD em Brasília, poderia complicar de modo significativo os objetivos do prefeito da Capital do Café. Logicamente que, até agora, existem somente especulações, mas o PSD de Kassab ocupa hoje três ministérios do governo Lula, além de centenas de cargos nas esferas mais baixas. Neste cenário, Adailton Fúria teria que se preocupar muito, porque aparentemente ele já possui conversas bem adiantadas com o governador do estado, Marcos Rocha, que assumiu o comando do PSD em Rondônia recentemente. Aguardemos.
PAULO ANDRADE
O outro grande problema que o prefeito de Cacoal pode enfrentar, depois das festas de carnaval, atende pelo nome de Paulo Andrade, advogado, professor e empresário muito respeitado no município de Pimenta Bueno, vizinho de Cacoal. Na última sexta-feira, o senador Confúcio Moura anunciou que Paulo Andrade, atualmente Reitor da UNOPAR, pode ser o candidato a governador do MDB. O anúncio da pré-candidatura do advogado de Pimenta Bueno causou entusiasmo na militância do partido, no meio empresarial e diversos outros segmentos da sociedade, visto que ele possui currículo respeitado na região. Caso o MDB confirme o nome do Dr. Paulo Andrade nas convenções partidárias que acontecem entre 20 de julho e 5 de agosto, muitas lideranças da região poderão aderir ao projeto. Paulo Andrade já exerceu o cargo de vereador em Pimenta Bueno no início da década de 80, exatamente pelo MDB, razão pela qual tem raízes históricas no partido. Ele também foi Superintende do INCRA na região e atuou diretamente para garantir mais de 20 mil títulos de terras nos municípios de Pimenta Bueno, Espigão do Oeste e Primavera de Rondônia. Justamente pelo fato de ser detentor deste currículo, o ex-vereador de Pimenta Bueno certamente é um nome que pode agregar muitos apoios na mesma região onde Adailton Fúria planeja ter uma votação expressiva na disputa pelo governo do estado. Paulo Andrade ainda não decidiu se realmente fará parte da disputa, mas seu nome já figura entre os pré-candidatos ao governo do estado.
EDIMAR KAPICHE
O vereador Edimar Kapiche (PSD) participou, na última quinta-feira, do Podcast apresentado pelo jornalista Diego Maia na TV Suruí. Durante o programa, ele fez uma avaliação sobre sua atuação na Câmara Municipal de Cacoal e também fez comentários sobre o cenário político estadual. Kapiche evitou criar polêmicas, mas fez duras críticas relacionadas ao governo estadual e afirmou que os três poderes do estado precisam atuar para garantir os direitos que a população tem e que devem ser oferecidos com qualidade pelos poderes do estado. Nas eleições de 2024, Edimar Kapiche foi o vereador mais votado, chegando próximo de 2 mil votos. Logo após a eleição, seu nome passou a ser cogitado para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia e, caso decida entrar na disputa, certamente terá uma grande chance de chegar à vitória nas urnas, principalmente pela sua atuação muito presente em todos os bairros de Cacoal. Kapichão das Demandas citou diversas autoridades políticas do estado e revelou o que pensa sobre elas. As principais críticas feitas pelo vereador foram dirigidas a personalidades realmente muito atrapalhadas do universo político de Rondônia, entre elas o atual secretário de saúde, Jeferson Rocha; o senador Jaime Bagattoli; os deputados Eyder Brasil e Chirsóstomo Moura, entre outras personalidades que a população de Cacoal também considera que não contribuem em nada para o crescimento do município.
HISTÓRICO DE FILIAÇÕES
Em uma entrevista que concedeu recentemente, o senador Marcos Rogério teceu alguns comentários sobre a mudança de partido do governador Marcos Rocha, que deixou o União Brasil e migrou para o PSD de Gilberto Kassab. Aparentando certo desconforto, o senador do PL se limitou a declarar que se trata de uma escolha pessoal e que não faria maiores comentários. Naturalmente o principal motivo que levou Marcos Rogério a não fazer muitos comentários sobre o fato é a sua própria trajetória política em Rondônia. Atualmente ele aparece com um dos principais defensores do bolsonarismo em Rondônia e fiel aliado do ex-presidente Bolsonaro. Porém sua carreira na política tem raízes sólidas no PDT de Rondônia e, durante o período em que exerceu o mandato de deputado federal, era ferrenho defensor da ex-presidente Dilma Rousseff, fazendo parte da base aliada de Dilma no Congresso Nacional. Claro que estes fatos impediram o senador rondoniense de criticar a mudança de partido do atual governador, porque Marcos Rocha não é uma exceção. Entre os nomes mais conhecidos na política rondoniense, apenas Acir Gurgacz e Confúcio Moura possuem filiações partidárias duradouras. Confúcio Moura se filiou ao MDB em 1983 e permanece na sigla até hoje, situação parecida com a de Acir Gurgacz, filiado ao PDT desde 1997. Neste sentido, caso seja para fazer alguma crítica relacionada com a mudança de partido de alguém, Confúcio Moura e Acir certamente estão muito mais credenciados.
INDECISÃO CRUEL
Um fato que tem chamado a atenção dos eleitores e analistas políticos de Rondônia é a clara indecisão de diversos caciques políticos, com relação aos cargos que pretendem disputar nas eleições de outubro próximo. Entre os mais indecisos, estão Fernando Máximo, Confúcio Moura, Acir Gurgacz e Marcos Rogério. Nenhum deles tomou a decisão final sobre que cargo disputar este ano. O principal motivo é que o cenário não permite uma decisão mais firme, porque ninguém pode afirmar, com precisão, o que vai acontecer a partir de abril. Os quatro políticos falam sobre o assunto sem muita convicção e afirmam que estão conversando com lideranças de todos os rincões de Rondônia, mas ninguém crava a decisão final. Confúcio e Acir, ligados ao grupo mais afinado com o governo Lula, convivem com a pré-candidatura de Expedito Netto, que se filiou ao PT recentemente e foi anunciado como o nome da sigla para a disputa. Fernando Máximo não definiu ainda se vai permanecer no União Brasil ou se migra para uma sigla que garanta seu nome na disputa pelo governo, porque a federação criada entre União Brasil e Progressistas não possui nenhuma definição sobre quem serão seus candidatos a presidente da república e ao governo de Rondônia, o que impede qualquer definição regional no estado. Marcos Rogério vive outro problema, porque os nomes cogitados para disputarem o Senado Federal certamente tiram dele a convicção de que terá vida fácil numa possível reeleição. O caso do senador do PL é semelhante, no cenário de disputa pelo Palácio Rio Madeira.
COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA
Os deputados estaduais aprovaram, no fim de janeiro, uma lei que causou revolta em muitos contribuintes do estado. A lei cria um sistema de compensação tributária entre as empresas consideradas grandes devedoras e o governo do estado. Segundo os deputados, o objetivo da medida é que o governo tenha a possibilidade de fazer encontro de contas com as empresas que devem valores muito altos. O problema do projeto é que os rondonienses entendem que uma das empresas mais beneficiadas com a lei é a Energisa, que já foi muito criticada pela Assembleia Legislativa e pelos contribuintes do estado, sendo até objeto de uma CPI instalada na Casa de Leis na legislatura anterior, que ninguém sabe o resultado. Segundo informações de deputados e vereadores da capital, a Energisa tem com o estado de Rondônia uma dívida que supera os 2 bilhões de reais e que teria sido contraída no período de privatização dos serviços de energia em Rondônia, por um acordo em que a empresa assumiu dívidas da antiga CERON. Em todos os municípios do estado, existem milhares de reclamações sobre possíveis contas de energia que seriam abusivas, mas ninguém encontrou até hoje uma solução. Caso essa matéria fosse aprovada nos meses mais próximos da eleição, os deputados encontrariam um grande problema em suas campanhas de reeleição, mas é muito provável que o assunto caia no esquecimento logo depois do carnaval, porque isso faz parte da cultura brasileira. Rondônia não é nenhuma exceção e nossos deputados sabem muito bem disso.
CRIME VIOLENTO
Neste fim de semana, a população recebeu com grande tristeza a notícia de um homicídio ocorrido dentro de FIMCA em Porto-Velho. Uma professora da instituição, e que também era escrivã da Polícia Civil de Rondônia, foi brutalmente assassinada. O principal acusado é um acadêmico do curso de Direito que foi preso poucos instantes após o fato. A professora foi socorrida e levada ao Pronto Socorro do Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos provocados por uma espécie de punhal e faleceu, quando recebia os primeiros atendimentos na unidade. O verdadeiro motivo do crime ainda não está claro, mas alguns veículos de imprensa divulgaram que o acusado teria confessado manter um relacionamento com a vítima. Outros jornais afirmam que o motivo teria sido uma nota baixa. Neste momento, não dá para afirmar com certeza o real motivo, porque isto somente será possível após a conclusão das investigações. A única certeza que há neste momento é que a vítima, identificada como Juliana Matos de Lima Santiago, 41 anos, entra para a lista de mulheres assassinadas de modo violento no estado, aumentando uma triste estatística nacional em que Rondônia figura, infelizmente, no topo da lista de estados que mais matam mulheres. O agressor, João Cândido da Costa Junior, 24 anos, está preso à disposição das autoridades estaduais.
REENCONTRO

Finalizando e fugindo um pouquinho da linha editorial da coluna, registramos o reencontro do jornalista Adair Antonio Perin, fundador da marca Tribuna Popular em agosto de 1980 e o fundador da marca Cerâmica Rosalino em 1983, empresário Osvaldo Rosalino. Adair e Osvaldo se encontraram na Conveniência Rio Machado, no Posto Rio Machado, no Riozinho e foram acompanhados pelo Dirceu Pereira, seu proprietário. Osvaldo, que há uns dois anos permanecia em Araçatuba-SP, onde também mantém negócios empresariais, retornou para Cacoal com o intuito de rever os negócios, parentes e amigos. O Reencontro do corintiano e o palmeirense, foi prejudicado pelo pequeno tempo que tiveram para por em dia as conversas. Ambos conviveram por muito tempo juntos, contribuindo para Cacoal crescer, cada um fazendo sua parte e participando ativamente na sociedade cacoalense, como nos eventos realizados pelo Rotary Clube de Cacoal, do qual os dois faziam parte e trabalhavam nas promoções, entre elas, do Festival do Carneiro e Caldeirada do Rotary, cuja finalidade era destinar recursos para a construção do prédio e criação da Creche Teca. Osvaldo e Adair Perin, com certeza, ficam entre os nomes que muito contribuíram para o desenvolvimento de Cacoal.
Fonte: Tribuna Popular.
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