Justiça de Rondônia manda soltar investigados presos na Operação Reduto; Rogério Tigrão e Negão do Redano deixam a prisão

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Justiça de Rondônia manda soltar investigados presos na Operação Reduto; Rogério Tigrão e Negão do Redano deixam a prisão


Decisão beneficia Rogério Gago, o "Tigrão", e Reginaldo Correia de Lima, conhecido como "Negão do Redano"; investigação da Polícia Federal continua

Cacoal, RO
- A Justiça de Rondônia determinou, nesta segunda-feira, a revogação das prisões preventivas dos investigados detidos durante a Operação Reduto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO).

Com a decisão judicial, foram colocados em liberdade Rogério Gago da Silva, conhecido como "Tigrão", ex-secretário-geral da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), e Reginaldo Correia de Lima, conhecido nos bastidores políticos como "Negão do Redano".A revogação das prisões ocorre durante a fase de investigação e não representa absolvição dos investigados nem o encerramento do processo, que segue em tramitação perante a Justiça.
Rogério Gago era um dos principais nomes da administração da ALE-RO

Durante o cumprimento dos mandados judiciais da Operação Reduto, Rogério Gago foi preso em sua residência, em Porto Velho.

À época, ele ocupava o cargo de secretário-geral da Assembleia Legislativa de Rondônia e era considerado um dos principais responsáveis pela estrutura administrativa da Casa.

Nos bastidores do Parlamento Estadual, Rogério Gago era apontado como um dos homens de maior influência administrativa, sendo frequentemente citado como um dos principais auxiliares do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Alex Redano (Republicanos), participando diretamente de decisões administrativas e estratégicas do Poder Legislativo.

Além de Rogério Gago, outros servidores considerados de confiança da administração da Assembleia também exerciam funções relevantes na estrutura da Casa.

Reginaldo Correia de Lima também foi colocado em liberdade

Outro investigado beneficiado pela decisão judicial foi Reginaldo Correia de Lima, conhecido como "Negão do Redano", que também havia sido preso durante a Operação Reduto.

Assim como Rogério Gago, Reginaldo Correia de Lima responderá às investigações em liberdade, conforme determinação da Justiça de Rondônia.

Operação Reduto investiga suposto esquema envolvendo recursos públicos

Segundo a Polícia Federal, a Operação Reduto apura a atuação de uma suposta organização criminosa investigada por possíveis crimes contra a administração pública.

Entre os fatos investigados estão suspeitas de:fraude em licitações;
peculato;
lavagem de dinheiro;
associação criminosa.Uma das linhas de investigação também apura o suposto desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa, prática popularmente conhecida como "rachadinha".

As investigações tiveram início em 2024, após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontarem movimentações financeiras consideradas suspeitas.

Operação cumpriu mandados e bloqueou bens

Na fase ostensiva da Operação Reduto, a Polícia Federal cumpriu 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão preventiva, promoveu o afastamento de 11 servidores públicos e obteve autorização judicial para o bloqueio de bens e ativos financeiros de até R$ 9 milhões.As medidas tiveram como objetivo preservar provas e aprofundar a apuração sobre o suposto esquema investigado.

Assembleia informou que emitiria posicionamento

No dia da deflagração da operação, a reportagem entrou em contato com o secretário de Comunicação da Assembleia Legislativa de Rondônia, Mateus Andrade, para obter um posicionamento institucional.

Na ocasião, ele informou que ainda não tinha conhecimento da prisão de Rogério Gago e declarou que a Assembleia Legislativa divulgaria uma nota oficial sobre a operação. Até aquele momento, o conteúdo do comunicado ainda não havia sido divulgado.

Investigações continuam

Apesar da soltura de Rogério Gago da Silva e Reginaldo Correia de Lima, a Operação Reduto permanece em andamento. A decisão da Justiça apenas revogou as prisões preventivas, não interrompendo as investigações conduzidas pela Polícia Federal, com acompanhamento da CGU e do Ministério Público de Rondônia.Os fatos investigados continuam sendo apurados pelas autoridades competentes, e eventuais responsabilidades serão analisadas no decorrer do processo judicial, assegurando aos investigados o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Fonte: Oobservador.com

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