Tribunal aponta que servidores, máquinas e materiais públicos foram usados na obra. Após as defesas, os conselheiros vão decidir se houve irregularidades e se os envolvidos terão que ressarcir os cofres públicos. Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Porto Velho — (Foto: Reprodução)
O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 259 mil. Desse total, a Sociedade Evangélica Beneficente (SEB), ligada à igreja, já devolveu R$ 3 mil após um acordo com o Ministério Público. Nesta parte da investigação, ainda restam R$ 6,3 mil a serem ressarcidos.
A maior parte do prejuízo, cerca de R$ 250,2 mil, envolve a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra). Segundo os técnicos do TCE-RO, a secretaria usou de forma irregular asfalto, caminhões e rolos compactadores da prefeitura na obra.
O Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER-RO) também é investigado. De acordo com o tribunal, o órgão emprestou máquinas e servidores para transportar e espalhar o asfalto, o que gerou um gasto de R$ 9,3 mil.
O asfalto foi feito no Grande Templo da Assembleia de Deus, localizado no bairro Tiradentes, zona Leste de Porto Velho. O local tem capacidade de receber cerca de 7 mil pessoas.
Depois de analisar as defesas, o TCE-RO vai decidir se houve irregularidades e se os envolvidos terão que devolver o dinheiro aos cofres públicos.
Provas e imagens de satélite
Para comprovar as suspeitas, os auditores usaram imagens de satélite, fizeram vistorias e analisaram fotos com data e localização. As imagens mostram caminhões da Seinfra trabalhando no estacionamento da igreja.
Com essas provas, o tribunal rejeitou a versão apresentada pela Prefeitura de Porto Velho no início da investigação. Na época, o município afirmou que enviou ao local apenas um caminhão-pipa com água reutilizada para diminuir a poeira.
O relator do caso deu 15 dias para que os envolvidos apresentem defesa. Se eles não responderem, o processo será julgado mesmo sem a manifestação deles.
O g1 procurou a Prefeitura de Porto Velho e o Governo de Rondônia, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. A equipe também tenta contato com a defesa da Igreja Assembleia de Deus.
Fonte: G1/RO
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