MP investiga Nelson Wilians: fraude de R$ 3,8 bilhões envolve 752 empresas

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MP investiga Nelson Wilians: fraude de R$ 3,8 bilhões envolve 752 empresas

Operação Distrato investiga grupo ligado a Nelson Wilians por suposta fraude tributária de R$ 3,8 bilhões 

Cacoal, RO
- O advogado Nelson Wilians, fundador de um dos maiores escritórios de advocacia da América Latina, é alvo de uma investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), em conjunto com a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), que apura um suposto esquema de fraudes tributárias envolvendo a comercialização de créditos falsos de ICMS. O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 3,8 bilhões.

A investigação faz parte da Operação Distrato, deflagrada nesta quarta-feira (15), para desarticular uma organização suspeita de oferecer a centenas de empresas mecanismos ilegais de redução de impostos por meio de créditos tributários inexistentes.

Segundo a Sefaz-SP, até o momento foram realizadas fiscalizações em 752 empresas supostamente envolvidas no esquema. As autuações apontam um montante superior a R$ 3,8 bilhões em tributos sonegados, indicando a existência de uma estrutura organizada e de grande alcance.

Além das medidas fiscais, a operação cumpriu diversos mandados de busca e apreensão com o objetivo de desarticular a rede de empresas que, de acordo com as investigações, simulava operações para viabilizar as fraudes.

Conforme apuração da CNN Brasil, um escritório ligado ao grupo econômico de Nelson Wilians foi alvo de buscas durante a operação.

Investigação aponta núcleo ligado ao grupo econômico

O Ministério Público de São Paulo informou que um dos principais núcleos investigados na Operação Distrato está relacionado ao grupo econômico de Nelson Wilians.

A advogada Mayra de Paula, apontada pelos investigadores como "sócia" de Wilians nas supostas irregularidades, também foi alvo de mandados de busca e apreensão em Londrina (PR).

De acordo com o MP-SP, a operação busca combater a concorrência desleal e assegurar que empresas que cumprem suas obrigações tributárias não sejam prejudicadas por práticas ilícitas.

Até a publicação desta matéria, a CNN Brasil informou que tentava contato com as defesas de Nelson Wilians e Mayra de Paula para que se manifestassem sobre as investigações. O espaço permanece aberto para eventuais posicionamentos.

Fonte: CNN Brasil

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